terça-feira, 20 de outubro de 2009

TP2 em Barra do Bugres

     Antes de começarmos as oficinas do TP2, observei que seria de suma importância enfatizar a primeira unidade (5) em razão de tratar-se do tema GRAMÁTICA. As demais unidades deste caderno não foram desprezadas. Procedemos uma discussão rápida sobre os temas e sobre as atividades sugeridas no Avançando na Prática de cada uma. Para aplicar com os alunos sugeri que todos aplicassem a atividade da página 17, que refere-se aos verbos TER, HAVER E EXISTIR. Como fora presumido, a atividade possibilitou preciosas observações como:
  • possibilitou mais interação entre os professores envolvidos;
  • houve modificação conforme a necessidade de cada situação, contexto de sala de aula;
  • todos relataram necessidade de amparo na gramática normativa, além de recorrerem a conteúdos relacionados;
  • observou-se, segundo relatos de professores cursistas, uma grande discordância entre o que diz a gramática normativa e o USO que fazemos dos verbos ter, haver e existir no cotidiano.
     Esta atividade foi considerada como complexa pela maioria em razão de uma recomendação prévia, na qual pedi que não fossem direto ao conceito quando iniciassem a atividade. Então, a dificuldade foi em encontrar formas de abordar o conteúdo no início da atividade sem o enfoque nos conceitos normativos desde o primeiro momento. Mas esse desafio foi superado.
     O item 2 da atividade, que pede o preenchimento de lacunas, a meu ver, não oferece nenhum desafio aos alunos porque é óbvio que uma das três possibilidades servirá para preencher o espaço da frase. Portanto, não requer análise dos sentidos decorrentes de cada possibilidade.
Todas as professoras cursistas estão nas etapas finais de execução dos projetos com seus alunos e todas reiteraram a importância do Gestar, e dos demais cursos de formação continuada ministrados atualmente, para o trabalho em sala de aula.

domingo, 18 de outubro de 2009

Como justifica-se uma ação pedagógica?

Se a norma permitisse, diria que fosse feita uma observação atenta aos objetivos elencados para cada proposta, pois, eles carregam sobre si toda a semântica do trabalho a ser realizado. Porém, convencionalmente, deve-se lembrar que, como escreve Perrenoud ao professor cabe "organizar e dirigir situações de aprendizagens, mas sem esquecer de que o ensino não deve perseguir mecanicamente os objetivos traçados". É necessário, portanto, avaliar cada estágio da sua realização.
A ação pedagógica deve ser pensada sob diversos aspectos. Em torno da prática de propiciar situações de aproveitamento dos saberes que os educando já possuem, cito Pedro Demo(2004), "A participação ativa do aluno é a razão de ser, desde o início até o fim. Cabe ao professor orientar e avaliar. Cabe ao aluno pesquisar e elaborar."

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Leitura

O artigo " O tratamento do "erro" nas produções textuais: a revisão e a reescritura como parte do processo de avaliação formativa" citado no material de Apoio do Seminário de Acompanhamento do Gestar II em Ago/2009 da profa. Ormezinda Maria Ribeiro - Aya foi indicado para os professores cursistas como leitura complementar. O texto aborda a avaliação formativa através da refacção textual, reforçando o vínculo avaliação/ação. Além disso, quero ressaltar que também reforça uma observação que frequentemente discutimos em nossas oficinas. Trata-se de compartilhar com os alunos os objetivos das atividades propostas. A autora diz que "Um dos aspectos para que uma aprendizagem seja bem sucedida ocorra é que o professor delimite com e para os aprendizes os reais objetivos da(s) atividade(s) a desenvolver."
É muito bom saber que nosso trabalho está em consonância com o que é discutido em outras realidades, e, melhor ainda, é ouvir colegas professores relatarem pontos positivos sobre aspectos que foram observados e discutidos nos primeiros encontros e que hoje provam que vale a pena investir em estudo, em formação aos profissionais que fazem a educação brasileira, aqueles que estão diariamente em contato com o real.
O artigo foi escrito pela professora Ana Dilma de Almeida Pereira e está disponível nos sites www.mocambras.org e ou www.acoalfaplp.org

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Avaliação nossa de cada dia!

Vejam a postura dos pinguins. Avaliam atentamente as condições do tempo e do ambiente em que se encontram neste momento.
Avaliar é uma competência que exige um conjunto de habilidades. Ao depararmos com algum objeto, ideia ou mesmo um fato, iniciamos um processo cognitivo que levará a uma avaliação. Pela via dos sentidos, no primeiro contato já se inicia esse processo. A partir daí, observamos, lemos, tocamos, vivenciamos sua presença, e como síntese de tudo, elaboramos nossa opinião a respeito. Sendo assim, avaliar é um processo contínuo e não se esgota, se transforma.
Somos avaliados pelo que falamos, escrevemos, vestimos, temos e somos, e da mesma forma o fazemos com tudo o que nos rodeia. As acepções sobre o ato de avaliar vão desde reconhecer, dar qualidades, atribuir juízos de valor, até compreender - construir significados - os fatos a nossa volta. Dessa forma, as metas que geralmente são estabelecidas através dos objetivos escolares - nos PCNs, por exemplo - consistem em encaminhar os educandos na construção de suas próprias estratégias de avaliar melhor o seu ambiente e a si próprios enquanto ser individual e social.

TP2 em Denise











Em 02 e 03 de outubro nos reunimos em Denise para falar dos projetos que estão em andamento e para a oficina coletiva referente ao TP2. As participantes reiteraram a relevância do programa Gestar II, relatando resultados positivos em suas salas de aulas. O Avançando na prática da pág. 30-31 foi aplicado pelas professoras Eliane e Maria Claésia. Através do texto que se inicia pela frase " Eu odeio professores" foi possível debater, trocar ideias e pontos de vistas sobre a conduta e comportamento tanto de professores quanto de alunos. Ambas relataram que inicialmente, o que parecia um desafio temeroso talvez, tornou-se um trabalho produtivo.
Maria Gomes, Laize e Selma optaram pelo trabalho com onomatopéias da pág. 128. Laize observou que muitos alunos revelavam pouco ou nenhum contato com as HQs, e em razão disso, teve que aprofundar mais estudando com eles as principais características do gênero.
Maria Fernanda escolheu a atividade da pág. 56 - produção de texto a partir de uma imagem relacionada ao tema Meio Ambiente. Os alunos deveriam descrevê-la. De acordo com ela, a maioria das produções revelaram caráter informativo e expositivo ao invés do predomínio da descrição. Discutimos sobre a possível causa desse fato, e achamos plausível que o constante contato com diversificados gêneros que tratam do tema possa ter influenciado as produções.
A professora Margarete Pinheiro realizou a atividade da pág. 120 da seção "Figuras e linguagem literária". A professora Margarete Becker também realizou essa mesma atividade e enfatizou a leitura expressiva no trabalho com seus alunos.
Nesta etapa o trabalho que mais chamou a atenção foi a atividade desenvolvida pela professora Maria de Lourdes. Um dos grupos teve a ideia de gravar um telejornal para falar das figuras de linguagens observadas nas falas das pessoas no cotidiano. Os alunos apresentadores deram um show! O vídeo foi socializado pela professora e é prova da sua paciência e dedicação profissional.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

TP2 - Porto Estrela

Na oficina de setembro em Porto Estrela, estudamos sobre as principais concepções de gramática que norteiam as atividades em Língua Portuguesa. As discussões sobre o tema são sempre entremeadas por muitas dúvidas e questionamentos, já que não existe um concenso teórico que norteia o ensino, o que existe são abordagens possíveis, mas que não são postas em discussão efetiva pelos profissionais que trabalham diretamente com o ensino de Língua Portuguesa.
Como diz BOFF no texto Todo ponto de vista é a vista de um ponto , "Cada um lê com os olhos que tem."
O fato a observar neste momento é que as atividades do TP2 foram desenvolvidas com sucesso pelos professores cursistas e estes relataram com firmeza suas impressões.
A professora Andréia desenvolveu a atividade da p.30-31, e classificou seu trabalho como um DESAFIO, pois o texto de Ivan Angelo coloca o professor na posição de "analisado" do ponto de vista de um aluno. Mas garantiu que o resultado foi excelente. Ela considerou que: houve debates de ideias e pontos de vista sobre a relação professor X aluno; foi uma oportunidade de DIÁLOGO entre todos pois o tema mexeu com o senso crítico de muitos alunos e favoreceu a interação pela oralidade; a dificuldade maior foi a transposição de 1a. para 3a. pessoa do discurso, proposto no item 4 da atividade.
A professora Marina trabalhou a atividade da p. 16-17 e também reforçou que o diálogo sobre os falares infantis promoveu boa interação entre os alunos.
A professora Lígia optou pelo Avançando da p.128 e com a estratégia de utilizar HQs obteve ótimos resultados.
A professora Ana Lúcia trabalhou com figuras de linguagem, especificamente ironia e metáfora, utilizando os textos da p.110 e o "Dona Inácia" da p.121. O diálogo foi interessante, principalmente sobre a linguagem do futebol.
A professora Ana Paula optou pela atividade da p.51 para desenvolver com seus alunos do 6o. ano. Classificou a atividade como proveitosa, principalmente nos momentos que enfatizou a leitura expressiva com seus alunos.
A professora Tânia escolheu o Avançando da p.24 e desenvolveu uma sequência didática que possibilitou diversas análises sobre os usos dos verbos TER, HAVER e EXISTIR, o que segundo ela foi proveitoso, pois, a maioria dos alunos demonstrou interesse em observar suas semelhanças e diferenças.
Os projetos estão em andamento, apesar do tempo curto para tantas atividades. As cursistas relataram mais uma vez que o Programa Gestar II está possibilitando ampliar horizontes, também vem ajudar a reconhecer muitas práticas que já eram feitas pelos professores, legitimando-as e colaborando para o ensino de qualidade, apesar da influência negativa de muitos outros fatores pertinentes à ação pedagógica.